Tito Barichello e Tathiana Guzella são denunciados por operação feita sem autorização da polícia

  • 16/10/2026
(Foto: Reprodução)
Tito Barichello e Tathiana Guzella são denunciados por operação feita sem autorização O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o deputado estadual Tito Barrichelo e a esposa dele, Tathiana Guzella, por terem feito uma operação policial sem conhecimento ou autorização da Polícia Civil. O caso foi em março de 2024. Na ocasião, Barrichelo, Guzella e um outro policial civil divulgaram em um canal de televisão e nas redes sociais um vídeo da tentativa de cumprimento de um mandado de prisão contra um homem. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp As imagens mostravam o deputado com um fuzil nas mãos e vestindo um colete à prova de balas com o símbolo da Polícia Civil. Tathiana Guzella também aparece nas imagens com um colete à prova de balas da polícia. "Estamos trabalhando porque buscamos o cumprimento de um mandado de prisão, especificamente relacionado a um grande advogado de Curitiba que foi vítima de uma tentativa de homicídio. [...] Infelizmente, até agora não encontramos o investigado, mas não vamos desistir", falou Tito. Tito Barichello foi eleito deputado estadual em 2022 e, por isso, estava afastado da função de delegado da Polícia Civil. Guzella também é delegada e, segundo a Corregedoria da Polícia Civil, também estava afastada da polícia na época, trabalhando como assessora parlamentar. Para o Ministério Público, os três cometeram abuso de autoridade ao usar o cargo de policiais para obter vantagem indevida. No caso, conforme o órgão, foi a exposição pública e a promoção pessoal com finalidade eleitoral. Meses depois do caso, Tathiana Guzella concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Curitiba e foi eleita vereadora pelo PL, com 12.515 votos, sendo a mais votada entre as 12 mulheres eleitas. Tito Barichello e o outro homem também respondem por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, porque realizaram a ação usando um fuzil sem autorização. Deputado Tito Barichello e vereadora Tathiana Guzella são denunciados por falsa operação policial Reprodução A denúncia também aponta que o mandado de prisão era por descumprimento de medida protetiva de urgência, por violência doméstica. Porém, as publicações nas redes sociais associaram a falsa operação à investigação de um homicídio. Antes de receber ou não a denúncia, a Justiça deu o prazo de 15 dias para que os denunciados apresentem uma resposta preliminar. A justificativa é que a lei prevê a notificação dos denunciados quando os crimes são praticados por funcionários públicos. Em nota, Tito Barichello e Tathiana Guzella informaram que a apresentação de uma denúncia não significa condenação e que os fatos ainda serão submetidos à Justiça, com direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência. Leia a íntegra do posicionamento a seguir. A RPC não conseguiu contato com a defesa do outro policial até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Polícia Civil afirmou que conduziu o inquérito policial que resultou no indiciamento dos três investigados e fundamentou a denúncia oferecida pelo Ministério Público. "Na esfera administrativa, a PCPR não possui competência legal para instaurar procedimento disciplinar contra os envolvidos, em razão do afastamento das funções na instituição para o exercício de mandato eletivo ou por cessão a outros órgãos", diz a nota. LEIA TAMBÉM: 31 anos depois: Estado pede desculpas a ex-PM condenado por crime que confessou sob tortura Curiosidade: Por que a passarela das Cataratas do Iguaçu não é levada pela água? Entenda: Médico que montou 'apartamento' em hospital permanece com salário 3 meses após ser afastado do cargo Leia a íntegra do posicionamento de Tito Barichello e Tathiana Guzella "Em relação à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Paraná, o Deputado Delegado Tito Barichello e a Vereadora Delegada Tathiana esclarecem que confiam plenamente na Justiça e reafirmam seu compromisso com a legalidade, a ética e o respeito às instituições. Ao longo de suas trajetórias profissionais, sempre pautaram suas atuações pelo cumprimento da legislação, pela defesa da sociedade, pela proteção das famílias e dos cidadãos de bem e pelo combate à criminalidade. Ressaltam que a apresentação de uma denúncia não representa condenação e que os fatos ainda serão submetidos à devida apreciação judicial, com observância dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência. A defesa técnica se manifestará oportunamente nos autos, momento em que serão apresentados os esclarecimentos e elementos jurídicos necessários à demonstração da regularidade de suas condutas e ao esclarecimento integral dos fatos. Por fim, reiteram sua confiança no Poder Judiciário e reafirmam que permanecerão firmes em seus princípios e no compromisso com a segurança pública, a justiça e a defesa da população paranaense." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/10/16/tito-barichello-e-tathiana-guzella-denuncia-operacao-sem-autorizacao.ghtml


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