Quadrilha furtava celulares em áreas VIP de shows no Paraná e se passava por suporte técnico para obter senhas das vítimas
22/04/2026
(Foto: Reprodução) Quatro pessoas são presas em operação contra furto de celulares em shows
Uma organização criminosa especializada em furtar celulares em áreas VIP de grandes eventos foi desarticulada em uma operação conjunta das polícias civis do Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. Segundo as investigações, o grupo também se passava por suporte técnico para enganar as vítimas e conseguir senhas de acesso aos aparelhos.
Quatro pessoas foram presas durante a ação, realizada nesta quarta-feira (22) de forma simultânea nos três estados. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, além do bloqueio de bens e valores.
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De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou após uma série de furtos registrados em Cascavel, no oeste do Paraná.
Em apenas um show, que aconteceu em Cascavel, no Oeste, cerca de 40 celulares foram levados, segundo a polícia.
Membros de quadrilha que furtava celulares são presos
Polícia Civil do Paraná
Grupo se dividia em núcleos e funções
As investigações apontam que a quadrilha tinha uma estrutura organizada, com divisão de funções.
Um núcleo era responsável pelos furtos durante eventos e pelo transporte dos aparelhos entre estados. Já outro grupo atuava na chamada “engenharia social”, entrando em contato com as vítimas por aplicativos de mensagem.
Nessas abordagens, os criminosos se passavam por policiais ou por falsos atendentes de suporte técnico para convencer as vítimas a fornecer senhas e desbloquear os celulares.
Segundo a polícia, após os furtos, os aparelhos eram embalados em papel alumínio para dificultar o rastreamento.
Em seguida, eram enviados para outros estados, onde eram revendidos. Parte da operação incluía uma loja física em Minas Gerais, utilizada para comercializar os dispositivos.
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Criminosos utiliza criptomoedas para movimentar o dinheiro
A investigação também identificou que o grupo utilizava criptomoedas, como bitcoin, além de contas de terceiros e plataformas de apostas, para ocultar e movimentar o dinheiro obtido com os crimes.
Ainda conforme a polícia, o líder da organização estava em Minas Gerais e era responsável por financiar as ações e coordenar a revenda dos aparelhos.
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