PF prende suspeitos de chefiar esquema de comércio clandestino de vinhos argentinos no Brasil e apreende 2,3 mil garrafas

  • 15/10/2026
(Foto: Reprodução)
PF deflagra operação contra descaminho de vinhos argentinos em cinco estados Um homem e uma mulher foram presos em flagrante no Paraná, nesta quinta-feira (15), suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida no descaminho de vinhos argentinos, que eram revendidos no Brasil. A operação da Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal. Além do casal, uma terceira pessoa foi detida em flagrante, em Goiás, por posse ilegal de arma de fogo. Ao todo, foram apreendidas 2.372 garrafas de vinho durante o cumprimento dos mandados. 🔎 Descaminho se trata da importação ou exportação de mercadorias que são legais no país, mas sem o pagamento de impostos e tributos obrigatórios devidos ao Estado. É um crime diferente do contrabando, que acontece quando a mercadoria importada ou exportada é proibida por lei no país. Segundo o delegado Mateus Calabresi Liutti, da Polícia Federal, o casal foi preso em Curitiba. Os suspeitos são os principais investigados no caso. Os nomes dos alvos da operação não foram divulgados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp “Também foram autorizadas medidas patrimoniais, incluindo o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados, com o objetivo de atingir o patrimônio relacionado à atividade criminosa. O principal objetivo da operação é reunir provas, individualizar as atividades dos envolvidos, interromper essa estrutura de distribuição e comercialização irregular de vinhos estrangeiros”, explicou o delegado Liutti. A operação da PF mobilizou mais de 100 policiais e os mandados foram cumpridos nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama (PR); Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ); Goiânia e Rio Verde (GO); Vila Velha e Vitória (ES); Teresina (PI); e Brasília (DF). Vinhos argentinos eram trazidos ao Brasil de forma irregular. Fotos: Polícia Federal A PF afirma que há indícios de que os bens dos suspeitos eram registrados em nome de familiares e terceiros, para ocultar os verdadeiros proprietários e dificultar a fiscalização. Empresas de fachada, documentos fiscais falsos e contas bancárias de terceiros estão sendo investigados pela polícia. Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Operação começou após apreensão de 4.200 garrafas de vinho A operação da Polícia Federal teve início em março de 2025, após a apreensão de 4.200 garrafas de vinho em um depósito localizado em uma cidade da Grande Curitiba. A mercadoria, de origem estrangeira, foi avaliada em R$ 900 mil. Segundo a PF, a análise do material demonstrou indícios de que a organização criminosa estruturada atuava em diferentes regiões do país. A polícia aponta que o grupo usava uma estrutura logística complexa para inserir os vinhos argentinos de forma irregular no Brasil, armazenar em depósitos da Região Metropolitana de Curitiba e distribuir para revendedores em vários estados do país. LEIA MAIS: VÍDEO: força da água arrebenta cabos de aço e balsa fica desgovernada em rio do Paraná Veja: Vazão das Cataratas do Iguaçu sobe e água passa sobre passarela Previsão: Ciclone e frente fria vão provocar mais tempestades no Paraná Vídeos mais assistidos do g1 PR: Leia mais em g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2026/10/15/pf-prende-membros-de-organizacao-criminosa-suspeita-de-vender-vinhos-argentinos-de-forma-irregular-no-brasil.ghtml


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