Nova espécie de inseto que anda sobre a água é descoberta no Paraná
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Cientistas descobrem nova espécie de inseto no Paraná
Pesquisadores do Paraná são responsáveis por catalogar uma espécie de inseto até então desconhecida. O Hydrometra perobas é um percevejo semiaquático que, segundo a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Carla Fernanda Floriano, anda sobre a água.
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A descoberta aconteceu na Reserva Biológica das Perobas, em Tuneiras do Oeste, no noroeste do estado. O local é uma das áreas mais importantes de preservação do bioma Mata Atlântica na região.
"Esse organismo tem algumas modificações morfológicas, estruturas morfológicas que quando a gente compara essa com as outras espécies, a gente nota que não se encaixam em nenhuma daquelas espécies previamente descritas tanto no Brasil quanto nos países vizinhos", Carla explicou.
Foi desta forma que o animal se destacou dos outros insetos do mesmo grupo. Apesar de todos serem capazes de caminhar sobre a água, o Hydrometra Perobas se diferencia pelos acetábulos (cavidades no tronco) com mais de dez pontuações circulares e pelo esterno (placa rígida no corpo desses insetos) no abdômen do macho, por exemplo.
Ele é predominantemente marrom, com cabeça alongada e pernas longas e finas.
Atualmente, o inseto é estudado para que os pesquisadores entendam o papel que ele desempenha no equilíbrio do ecossistema.
Hydrometra perobas foi descoberto no Paraná.
Reprodução/MDPI
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O trabalho que registrou a nova espécie é assinado por Carla Fernanda Burguez Floriano, Isabelle da Rocha Silva Cordeiro, Juliana Mourão dos Santos Rodrigues, Nathália de Oliveira Paiva, Ana Carolina Passos e Felipe Ferraz Figueiredo Moreira.
O estudo sobre o novo percevejo foi apresentado em março de 2025 e publicado em agosto do mesmo ano.
"Num ambiente da Mata Atlântica, na região sul do Brasil, a gente pode imaginar que não tem mais nada a ser descoberto, tudo já foi estudado, tudo já foi descoberto. Então esse trabalho dos pesquisadores da região, das universidades, institutos de pesquisa, mostram que não, a gente tem ainda muito para ser conhecido e descoberto", disse Antônio Guilherme Cândido da Silva, chefe da Rebio das Perobas.
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