Família recorre três vezes à Justiça para garantir vaga em UTI a idosa em Foz do Iguaçu
05/02/2026
(Foto: Reprodução) Família recorre à Justiça três vezes para garantir internamento em Foz do Iguaçu
Uma família de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, precisou recorrer três vezes à Justiça para garantir a internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atendimento neurológico presencial a uma idosa de 74 anos. A paciente, Terezinha Rosa, aguardou dias por transferência após dar entrada na rede pública de saúde.
A idosa deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Morumbi no dia 26 de janeiro. Durante a internação, exames indicaram hidrocefalia de pressão normal, que é o acúmulo de líquido no cérebro, além de sinais de envelhecimento e um pequeno acidente vascular cerebral (AVC).
Diante do quadro, o médico solicitou transferência imediata para uma UTI.
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Segundo a família, a paciente ficou mais de 24 horas aguardando uma vaga. Diante da demora, a filha ingressou com o primeiro pedido judicial.
A liminar foi concedida no dia 28 e cumprida no mesmo dia, mas a idosa foi internada em um leito hospitalar comum, e não em UTI, como havia recomendação médica.
Terezinha precisava de transferência imediata para uma UTI
RPC
Depois disso, a paciente foi transferida para a UTI, no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, mas o atendimento neurológico ocorreu apenas por telemedicina. A família voltou a acionar a Justiça e pediu a avaliação presencial de um neurologista.
No dia 1º de fevereiro, uma terceira decisão judicial determinou a transferência imediata para um hospital com estrutura adequada.
A transferência ocorreu apenas no dia 2, quase uma semana após a entrada da paciente na UPA. A remoção foi realizada com custos pagos pelo Estado.
Em entrevista, a filha Sueli Rosa relatou o sofrimento da família durante o período de espera.
“É desespero e humilhação. Tivemos que recorrer a três liminares para garantir o mínimo, que é a saúde. Se para nós, que somos advogados, foi assim, imagine para quem não tem informação ou recursos”, disse.
Atualmente, Terezinha está internada em outro hospital, consciente e recebendo o tratamento indicado. Ainda não há previsão de alta.
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O que diz a prefeitura
Procurada, a Prefeitura de Foz do Iguaçu informou que a paciente recebeu atendimento desde a entrada na UPA e que a transferência seguiu o fluxo do sistema de regulação, que funciona por fila única. A administração negou omissão ou recusa de atendimento.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que a transferência seguiu critérios técnicos e clínicos e considerou as decisões judiciais.
O Hospital Municipal Padre Germano Lauck afirmou que, inicialmente, não havia indicação clínica para UTI e que o atendimento neurológico por telemedicina segue os protocolos da unidade.
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