El Niño pode provocar tempestades severas no Paraná; entenda o fenômeno e veja o que dizem os meteorologistas

  • 14/05/2026
(Foto: Reprodução)
Paraná se prepara para impacto do El Niño em 2026 O Governo do Paraná está se preparando para enfrentar possíveis consequências do El Niño, padrão climático natural que influencia diretamente o clima global e que está previsto para o segundo semestre. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), há 61% de chance do desenvolvimento do fenômeno a partir deste mês de maio, e a probabilidade sobe para 80% no final do primeiro semestre. O meteorologista Reinaldo Knab explica que o El Niño aquece as águas do Oceano Pacífico, o que favorece que haja mais calor e umidade para formar tempestades na região equatorial. Por isso, a influência do fenômeno costuma provocar um aumento significativo na frequência e intensidade de tempestades severas, acompanhadas de fortes vendavais e queda de granizo, exigindo atenção redobrada para destelhamentos, danos na rede elétrica e quedas de árvores. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp " Historicamente, o fenômeno está associado a chuvas acima da média na Região Sul, com aumento na frequência de eventos meteorológicos severos como vendavais, precipitação de granizo, inundações e enxurradas e por consequência deslizamentos de terra", aponta nota técnica elaborada pelo Simepar. Devido à previsão, a Defesa Civil do estado começou a se preparar para a possível ocorrência de desastres naturais. As principais medidas são a revisão do Plano de Contingência, com mapeamento atualizado das áreas de risco vulneráveis a inundações e deslizamentos, e a orientação das prefeituras, com ações preventivas, treinamentos e simulações, além da disponibilidade de recursos. Saiba mais abaixo. LEIA TAMBÉM: Onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar; veja quando Além de poder provocar tempestades, o El Niño também pode influenciar nas temperaturas; comparando os dados da previsão do fenômeno com as anomalias mensais acompanhadas pelo Simepar no Paraná, o órgão concluiu que o inverno de 2026 vai registrar temperaturas mais amenas em comparação ao ano passado, com menos ondas de frio intenso, mas com chuvas mais fortes. "No segundo semestre deste ano as chuvas serão mais intensas, entretanto irregulares e persistentes. A previsão indica que todas as regiões devem registrar chuva acima da média histórica, principalmente na metade sul do Paraná, que costuma ser mais afetada pelo fenômeno". Leia também: Golpes: Advogado é preso por lucrar R$ 700 mil com golpes de falsos investimentos, apostas e vendas pela internet; saiba como ele agia Previsão do tempo: Onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar; veja quando Taxa de R$ 25 mil? Casal de cartorários vira réu por enganar clientes com falsas taxas ao longo de 15 anos Foto ilustrativa Renato Schiewaldt/Arquivo pessoal Defesa Civil Com base nos dados e prognósticos feitos pelo Simepar, a coordenadoria estadual de Defesa Civil fez uma reunião com os 10 núcleos de atuação regional para reforçar as atividades junto aos municípios. As principais medidas são a revisão do Plano de Contingência, com mapeamento atualizado das áreas de risco vulneráveis a inundações e deslizamentos. A orientação também destacou a gestão preventiva na desobstrução de galerias pluviais e dragagem de canais para garantir o escoamento em casos de enxurrada, o acompanhamento dos alertas da Defesa Civil e a vigilância de encostas suscetíveis à movimentação de massa. De acordo com o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil do Paraná, a atenção está voltada principalmente para as regiões onde há o histórico de ocorrências em razão do excesso de chuva. “A preparação está sendo feita em todo estado, em especial naqueles locais que tradicionalmente sofrem com enxurradas, enchentes ou deslizamentos. No Litoral, a prefeitura de Morretes realizou um simulado de desastre e Antonina prepara um exercício que deve acontecer ainda esse mês. Essas ações têm o nosso apoio, são essenciais para os gestores e a comunidade saber como se preparar, mitigar os riscos e qual o momento certo de agir”, explica. Reunião da Defesa Civil debateu respostas aos possíveis efeitos do El Niño Defesa Civil Investimentos no monitoramento O Simepar iniciou um processo de contratação de mais meteorologistas e também começou a se preparar para a aquisição de novos radares meteorológicos e boias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). “Estamos reforçando bastante a questão da previsão. Nós temos um programa chamado Monitora Paraná que, através de novos radares, vai orientar a população a se precaver em determinadas situações de risco, junto com o trabalho de alerta da Defesa Civil. Além disso, também temos programa de parques urbanos para municípios que têm problema na drenagem urbana”, afirma o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza. O projeto Monitora Litoral também fará a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma boia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria da Defesa Civil na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas. Alertas Alertas da Defesa Civil do Paraná: o que significam e o que fazer quando recebê-los O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas. Para receber os alertas da Defesa Civil no celular é preciso efetuar um cadastro gratuito. Você deve enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber as mensagens. É também possível receber os alertas por WhatsApp. Para isso, é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com o número, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização. 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FONTE: https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/05/14/el-nino-pode-provocar-tempestades-severas-no-parana-entenda-o-fenomeno-e-veja-o-que-dizem-os-meteorologistas.ghtml


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