Apaixonada por viagens, mãe amorosa: quem era a médica encontrada morta em apartamento do Paraná
08/09/2026
(Foto: Reprodução) Familiares se despedem de médica morta em Maringá
A médica Gassi Mazia foi encontrada morta, com marcas de esfaqueamento, no apartamento onde morava em Maringá, no Norte do Paraná. A vítima, que tinha 37 anos, era conhecida pela simpatia e havia se tornado mãe recentemente.
O principal suspeito de cometer o crime é o marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. A Justiça decretou a prisão preventiva dele. João também estava ferido quando foi preso e, por isso, permanece internado em um hospital sob escolta policial, nesta terça-feira (8). A defesa dele informou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que está avaliando a situação jurídica do cliente.
Gassi se formou em medicina em 2016, na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), campus Tubarão. Desde abril de 2019, era médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Sarandi, cidade a sete quilômetros de distância de Maringá, depois de ser aprovada em um concurso público.
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Gassi gostava de viajar e se tornou mãe em dezembro de 2025.
Redes sociais
Nas redes sociais, ela compartilhava o amor por viagens. Há registros de visitas a diversos países, como Bélgica, Itália, Estados Unidos, Suíça, Canadá e Grécia.
Amigos publicaram homenagens a ela, ressaltando como Gassi sempre foi amorosa e, desde o nascimento do filho, em dezembro de 2025, uma ótima mãe.
Gassi Mazia, de 37 anos, e João Romeiro, de 25.
Redes sociais
Familiar acionou polícia
O assassinato da médica foi comunicado à Polícia Militar (PM-PR) por uma familiar de João Vitor Domingues Romeiro, que o ouviu confessar ter cometido o feminicídio.
O g1 optou por não divulgar o nome da familiar de João Vitor para preservar a identidade da testemunha.
Em depoimento à Polícia Civil, a testemunha explicou que, na noite de sábado, João enviou mensagens perguntando se ela estava em Mandaguari, a 32 quilômetros de distância de Maringá. Depois, ligou para a familiar e pediu o endereço da casa dela. Até então, ninguém sabia da morte da médica.
Ao chegar, ele estacionou o carro no pátio do imóvel e, ainda dentro do veículo, disse à mulher que havia assassinado Gassi. Abaixo, ouça o depoimento da testemunha.
"Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela", contou a testemunha em depoimento à polícia.
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Ao saber do caso, a família acionou a PM e chamou o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), porque João estava com ferimentos na região do pescoço.
Após a chegada da PM, o marido recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de feminicídio e foi internado em um hospital, sob escolta policial.
Carro em que João Romeiro foi encontrado ferido.
Reprodução
Corpo foi encontrado em seguida
Após a Polícia Militar de Mandaguari prender João Vitor em flagrante, uma equipe de Maringá foi até o apartamento onde a vítima morava.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava no local e havia confirmado a morte da mulher.
O corpo de Gassi havia sido encontrado, primeiro, por outro familiar que soube do assassinato e foi ao endereço. Foi ele também que encontrou o filho de oito meses do casal, deixado sozinho no imóvel onde o crime aconteceu.
Conforme o boletim de ocorrência, havia três facas ao lado do corpo da médica. O delegado Adriano Garcia informou que a vítima aparentava ter aproximadamente 10 marcas de golpes.
O sepultamento aconteceu na manhã desta segunda-feira (7).
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